Unboxing e impressões (análise/review) do Mi 6 Ceramic (6 GB RAM de 128 GB)

Fala aí galera, beleza? Espero que sim.

Hoje gostaria de compartilhar minhas impressões sobre esse celular e lhes dizer um pouco o motivo da minha escolha. Fico à disposição para responder quaisquer dúvidas, lembrando que não sou nenhum expert, mas tento sempre aprender mais sobre o assunto.

Obs.: dado a inserção de imagens e vídeos, cuidado para aqueles que estão acessando via rede mobile. 
Obs. 2: possivelmente ficará longo e inseri algumas informações de outros tópicos, o qual alguns já podem ter lido, portanto dividi em subtitulos para melhorar a experiência de leitura.

A ESCOLHA DO APARELHO

Há bastante tempo aprendi com um colega do YouTube que é preciso determinar o perfil de usuário antes de decidir seu aparelho. Por já ter tido vários, ter testado mais inúmeros e no momento estar com alguns aparelhos em mãos, tinha exatamente em mente o que queria.
Estou com um aparelho backup – alguns de vocês já o conhecem, o Neffos Y5 – que estava me atendendo perfeitamente nas tarefas cotidianas, todavia sentia falta essencialmente de uma coisa e queria outra: câmera e maior fluidez.

A minha escolha pelo Mi 6 Ceramic foi pelos seguintes motivos:
– Tive a oportunidade de testar todos os aparelhos da geração presente;
– Gostei bastante da construção, pegada e qualidades do aparelho;
– A marca é bem reconhecida, tem uma ampla comunidade e facílima revenda;
– Queria uma câmera melhor;
– Queria um som melhor;
– Queria maior fluidez;
– Queria uma versão diferenciada e 128 GB de armazenamento;
– Queria dar uma chance a MIUI, que veio versão Global, em português brasileiro e suporte de atualizações OTA; e
– Preço (R$1387);

Agora trocando em miúdos, a decisão final da escolha foi em conjunto pela marca, desempenho geral e preço. Explico:
Na época não tinha dúvidas de que outros aparelhos, tal qual o Oneplus 5, tinha um desempenho até superior, o que comprovei pessoalmente, mas eu tive 3 problemas em 3 unidades do aparelho, então meu amor pela marca desapareceu e comecei a pensar mais racionalmente. Claro que eu fui early-adopter e enfrentei os problemas da tela e da câmera (este corrigido via software) que alguns já conhecem, só que depois disso eu não os queria mais, nem recomendo mais, embora a produção já tenha se estabilizado e não vi mais relatos de problemas. Então, se um conselho vale de alguma coisa, peguem o 5T não o 5.
Também pensei pegar outros aparelhos que gostei bastante, como os da linha Nubia Z17 porque fiquei empolgado com o desempenho, marca – que é excelente – e os 8 GB de RAM, mas na prática não mostrou a que veio e o preço era bem elevado, saindo do custo-benefício ao qual sempre almejo.
Posto isso, digo que antes de comprar eu já havia testado o aparelho, então sabia como era sua câmera – principal objetivo – e suas outras qualidades e possíveis defeitos. Além disso, o preço estava entre os mais baratos da época, valores que mesmo hoje vocês terão dificuldade para encontrar, sabe-se lá o motivo.

ESPECIFICAÇÕES-CHAVE:

  • Tela LCD de 5,5″ IPS Full HD JDI e 600 cd/m2
  • Processador Snapdragon 835 MSM8998 (Octa-core 4x 2.45 GHz Kryo + 4x 2.15 GHz Kryo)
  • GPU Adreno 540
  • 6 GB RAM
  • 128 GB de armazenamento interno (não expansível)
  • Sensor de impressões digitais frontal
  • Carregamento rápido
  • Dual-chip, 4G
  • Câmera dupla com sensor Sony IMX 386 f1.8 12 MP com flash Dual LED e estabilização ótica; Sensor IMX com f2.6
  • Câmera frontal de 8 MP
  • Bluetooth 5.0, Type-C, OTG
  • Sensor infravermelho (IRDA), NFC
  • 3350 mAh

RASTREIO:

  • Comprado: 22/09/2017
  • Postado: 22/09
  • Chegou ao Brasil em: 09/10
  • Disponível para retirada em: 17/10
  • Retirado em: 19/10
    Total: uns 25 dias corridos. 
    Ele foi tributado em R$202,66.

UNBOXING:

Na parte superior encontramos o microfone de cancelamento de ruído ao lado do sensor IRDA:

À esquerda temos a bandeja dos SIM cards:

E na parte inferior os falantes e a entrada Type-C:

A traseira é belíssima. Se teve alguém que não gostou até hoje, não me falou, porque sempre só ouço elogios. Lembrando que os detalhes são em ouro 24 quilates.

A capa original que o acompanha na caixa:

O adaptador Type-C para P2 (ele não possui entrada P2 nativa):

O cabo USB Type-C junto com o adaptador de cima:

O carregador:

 

O aparelho é bem fino – algumas pessoas se surpreendem com a espessura mesmo com a capa de TPU.

Álbum completohttps://imgur.com/a/PTTPs

UNBOXING EM VÍDEO:

IMPRESSÕES:

Gostaria de lembrá-los que essas serão as impressões de alguns meses de uso diário, visto que já tive um aparelho para testes e outro de versão 6 / 64 GB que ficou comigo por um mês, aproximadamente.
Também gostaria de informá-los que não gosto da MIUI, estou dando uma chance porque amigos meus disseram que a nona versão viria e estaria melhor. De fato aconteceu isso, mas continua não me agradando muito.

Ao ligar, espantei-me, não é tão rápido quanto outros modelos, tal qual o Oneplus 3 que postei minhas impressões aqui e a configuração inicial da ROM leva mais passos que outras. Inicialmente o aparelho veio com a MIUI 8 baseada no Android 6 (Marshmallow) bastante modificado.

Após isso comecei a sentir a pegada do aparelho. A construção, como o nome sugere, é de cerâmica com bordas arredondas e tela 2.5D (curvada), o que promove uma excelente pegada, aliado ao tamanho de 5.15″ e aproveitamento frontal de %. Mesmo colocando certos tipos de capa, o tamanho não é afetado substancialmente e já com a capa original que vem com o aparelho – de TPU – ela é melhorada ainda mais pelo grip adicionado. Não considero minhas mãos grandes e consigo mexer nele tranquilamente com apenas uma, sem malabarismos como em aparelhos com mais de 5,5″.
Só gostaria de citar que algumas pessoas o acham pesado quando pegam ele. E de fato é, com 182g, mas perfeitamente acostumável e transmite certa sensação de solidez. Particularmente me acostumei muito fácil, mas consigo sentir a diferença na hora para com outros aparelhos, principalmente com o mesmo aparelho em versão de vidro.

Como havia mencionado, a tela é uma unidade da …. IPS Full HD de 5.15″. Ao compará-la com uma Super AMOLED qHD da Samsung, presente no S7/S8, por exemplo, você percebe um nível menor de saturação e um preto não tão preto, mas ainda assim não fica devendo em nada, não é possível visualizar os pixels, tem um excelente campo de visão e brilho. As imagens agradam os olhos, sem dúvidas.

Como estava acostumado com tela AMOLED em aparelhos high-end, achei que sentiria uma perda de autonomia considerável, mas com uma bateria de 3350 mAh e uma excelente otimização promovida a ROM pela Xiaomi, a quantidade de horas fora da tomada surpreende, ainda mais se considerarmos o desempenho do aparelho. Com todos os módulos de conexão ligado (4G, Wi-Fi, NFC, Bluetooth, GPS) e, no entanto, apenas um chip eu consigo cerca de h de tela. Só que meu uso do 4G é bem restrito, fica para uma coisa ou outra no caminho ou em lugares que não consigo Wi-Fi.

Realizei um teste de autonomia como sempre faço: deixo tudo ligado, conforme meu uso acima, e filmes rolando (arquivos), basicamente o que acontece quando viajo. O resultado se encontra a seguir:

 

O carregamento dessa geração de smartphones melhorou muito, chegando quase perto do Dash Charge da Oneplus — o qual considero o melhor, e é praticamente um Quick Charge 3.0 modificado. Consigo carregá-lo de 0 a 100% entre 1h30 e 1h45, tanto ligado quanto desligado.

O sensor biométrico está presenta na parte frontal no botão central capacitivo. Ele também melhorou bastante em relação a alguns aparelhos anteriores, sendo praticamente instantâneo e com uma taxa de erros ínfima, diria que inferior a 2% a grosso modo. Não tive problemas mesmo com a digital em diferentes posições – não sei informar se o sensor é “360º”, mas se comportou como tal.

A câmera não chega ao nível dos principais flagships — S8/S9, iPhone 8/8P/X, Mate 10 Pro, P20 Pro, Pixel 2, entre outros — e nem mesmo a flagships anteriores, como o S7, mas não é risco algum dizer que a Xiaomi acertou a mão dessa vez, sem dúvidas a melhor câmera que testei da marca.
OBS.: o Note 3 veio depois.
Na parte traseira encontramos uma câmera dupla de sensor Sony Exmor IMX386 e 333 de 12 MP abertura f1.8, iso de 100 a 3200 junto a um flash Dual LED. Filma em 4K e faz slow motion a 120 FPS.
Como sempre digo, os samples abaixo foram tirados em modo automático com todas as configurações e aplicativo de fábrica, visando atingir a maior parte do público. Em um aparelho chinês é quase que obrigatório utilizar um software melhor para as capturas para melhorar a qualidade delas (G Camera, Open Camera…) e utilizando o modo manual, a qualidade fica ainda melhor. Portanto, para quem entende de fotografia, não julgue o aparelho baseado nas imagens abaixo, mas sim pensem naquele típico usuário que gosta de guardar as fotos e quando muito posta em redes sociais.
No app original senti que ele não lida muito bem com a exposição.

SAMPLES:

Posso lhes dizer que a experiência com a câmera dupla foi interessante. O zoom óptico realmente funciona e é bom, falta eles aprimorarem para ter mais zoom e colocarem um sensor com abertura melhor para a “teleobjetiva” (a abertura de f2.6 prejudica bastante a qualidade, principalmente a noite).

Iluminação interna:

Iluminação externa (pôr do Sol):

Fotos noturnas sem zoom:

Foto noturna com zoom (digital):

Fotos diurnas sem zoom:

Fotos diurnas com zoom (óptico):

 

Álbuns completos:

MI 6 Ceramic

Mais fotos

No quesito vídeo, sem muito a reclamar. Serve para gravações do dia a dia e acredito que ofereça uma boa performance mesmo sob condições de pouca luz, mas o resultado com o uso do zoom é sofrível. Fiz upload de alguns vídeos sem edições (nota: há compressão por parte do YouTube) para vocês terem noção:

Performance:

Som e voz:

Zoom:

Obs.: só postei vídeos noturnos porque é quando se vê os pontos negativos. Utilizando o zoom de dia, a depender da iluminação, fica com pouco ruído e o OIS ajuda bem, mas com muito zoom também fica tremido.

SOM

Sobre o som, uma parte muito importante para mim, também foi o motivo da escolha entre alguns outros flagships da época. A qualidade em si não é espetacular e está longe de outros aparelhos como o ZTE Axon 7, mas ele fornece áudio estéreo a partir dos alto-falantes na parte inferior em conjunto com o falante de chamadas de voz.
O som é claro e cristalino. O grave não é muito pronunciado, acredito que seja um som tendendo ao neutro, com maior destaque para os médios e agudos. Distorce pouco em volume máximo e em músicas “estouradas”.
A qualidade de chamada é boa. Em relação a outros aparelhos que pude testar e que convivo no dia a dia (ex.: iPhone, Note 5) eu achei meio baixo, mas não muito baixo, só atrapalharia em um local muito ruidoso. Uma coisa que percebi é que ao colocar em viva-voz, o som passa para os alto-falantes inferiores, não sai em ambos os falantes. Também posso lhes dizer que a audição de músicas de call centers não foi nada agradável — e quando é? —, não sei dizer se é o modo de operação em ligação que é ruim ou se a música escolhida pela empresa tinha baixa qualidade.
É válido lembrar que ele não possui entrada P2, mas acompanha adaptador Type-C-P2 de fábrica. A perda de qualidade sonora é inexpressiva.

ALGUNS DETALHES:

Ele possui sensor IRDA (infravermelho) e isso é uma mão na roda. Controla-se condicionadores de ar, televisores, projetores e outros eletrônicos facilmente. O aplicativo nativo é bem intuitivo e possui variadas opções de aparelhos, ainda assim é possível baixar qualquer outro da sua preferência. Em casa eu o uso mais por comodidade, mas já teve situações reais em que foi muito mais que útil, como na escola, em que eu precisei ajustar o projetor para uma boa visão e audição, caso contrário não conseguiríamos aproveitar a aula (c/ slides e vídeos). O engraçado foi que eu fiz isso por conta própria e não comentei com ninguém, então ver as caras de 40 colegas espantadas ao ver o projetor se “ajustar” sozinho depois de várias tentativas falhadas por parte de alguns colegas e pelo próprio professor não teve preço, hehe. Tem gente que o usa para algumas maldades, mas não recomendam que o façam, rs.
Ele possui resistência a água, salvo engano IP55, o suficiente para tomar chuva ou para que o aparelho fique a salvo em caso de algum derramamento. Em testes pela internet é possível verificar que o aparelho aguenta mais que isso, mas não recomendo.
Todos os botões frontais são capacitivos e, exceto pelo central, são retroiluminados. Também são configuráveis, isto é, você pode escolher o que eles fazem, essencialmente pode-se inverter os lados.
Não gostei da construção da gaveta de chips, já vi relatos de pessoas que a quebraram por isso (na minha opinião, é fácil colocar o chip de forma errada). Lembrando que ele é dual chip e não tem expansão para cartões de memória, seja gaveta híbrida ou dedicada.
Ademais, todos os “defeitos” que pude perceber recaem sobre a ROM, a qual já disse que não gosto, mas que iria dar uma chance. Ela de fato atualizou para a MIUI 9, baseada no Android 7 (Nougat) e melhorou*, mas não vi grandes evoluções. Tenho impressão de que ela parou no tempo, pois a conheço desde a MIUI 4, se não me engano, e gostava bastante, mas as melhorias não acompanharam as de outras companhias. As notificações são horríveis, não é possível expandi-las, muito menos responder uma mensagem*. A única opção que tem é descartá-la. Ela é muito “inchada” — é preciso realizar mais operações do que se é desejado ou do que se faz em outras ROMs para, basicamente, fazer a mesma coisa, como olhar o nível/gasto da bateria — e consome bastantes recursos do aparelho. No entanto, a Xiaomi otimizou bastante ela para o funcionamento do aparelho, não sendo perceptível engasgos, travamentos, mesmo com muitos aplicativos rodando em segundo plano e, como escrevi anteriormente, a autonomia ainda é muito boa.
Devo admitir que inseriram alguns recursos legais de fábrica, como o excelente modo de bloqueio (para quem conhece os aparelhos, sabem que o bloqueio realizado pela Mi Account é extremamente efetivo), alguns gestos, algumas praticidades, Mi Drop (transferência entre aparelhos), gerenciador de arquivos, captura de tela – o que uso bastante, mas infelizmente não é contínuo, ou seja, em uma página da internet grande, por exemplo, o software não monta a imagem completa -, gravador de voz, gravador de tela, leitor QR, o recurso de tela dividida de modo simples e o software calculadora bem completo. Não usei muito, mas achei o navegador da ROM bom também.
A partir de certa versão do Android, é preciso dar algumas permissões para os aplicativos. Na MIUI eu acho que o negócio se intensificou — o que não é ruim, mas também não é prático.
Para quem gosta, o aplicativo de temas da ROM costuma ser bem elogiado. Eu não gosto muito, mas utilizo o acervo de wallpapers. E a ROM não oferece gaveta de apps, isto é, os apps ficam todos na tela, semelhante ao iPhone, para quem conhece. Aliás, uma crítica ferrenha da minha parte e de alguns usuários é justamente o fato da MIUI ter inspiração no iPhone e falhar miseravelmente, pelo menos é a opinião de um proprietário de um aparelho com o sistema da Apple.
Outra coisa que muita gente procura é a possibilidade de clonar apps, bem facilitada e funcional.
Por fim, posso dizer que, apesar de tudo, está sendo uma experiência agradável e posso, sem sombra de dúvidas, recomendar o aparelho mesmo com a ROM de fábrica. Caso não goste, opções não faltam e sentirão bastante diferença, corrigindo todos os possíveis defeitos.

*ATUALIZAÇÃO:

O aparelho veio com a MIUI 8 e ROM global estável, ao contrário do que achei que esse modelo (Ceramic) viria. Atualizou via OTA sem problemas.

Além dessa atualização principal, houve mais 3 para correções de bugs. O que comentei acima sobre a ROM está meio obsoleto e deixei o texto mesmo assim para vocês terem ideia de como minhas impressões foram mudando com o uso e melhorias.
Agora já é possível expandir as notificações (inclusive o conteúdo, como a expansão de vários e-mails simultaneamente) e ter outras opções. Ainda não é possível digitar uma resposta diretamente nelas, o botão de “responder” apenas redireciona para o app. Acredito que isso tende a mudar com o tempo e com o feedback da comunidade.
Algumas opções das configurações foram alteradas e adicionadas, só que ainda peca pelo excesso.
Na segunda atualização de bug fixes houve uma piora na autonomia. O teste que mostrei a vocês acima foi feito já com a terceira atualização e autonomia melhorada, cuja versão se encontra abaixo:

VENDA:

O aparelho do review não foi vendido e nem pretendo vendê-lo, por ora. Mas já vendi seus antecessores (2 modelos 6/64, um de testes e outro que era meu) e posso lhes dizer que a liquidez é bem alta. A um preço justo ou apenas para repassar, vendi em uma madrugada anunciado. A aceitação da marca no mercado é muito boa.

VALE A PENA IMPORTAR?

A um custo total de uns R$1600, sem sombra de dúvidas. Em relação a aparelhos de faixa semelhante aqui no país ele ganha de todos, só perdendo em câmera para o S7, talvez para o Zen 3 Zoom.
Se considerarmos o preço total da tributação, o qual passaria dos 2 mil reais, aí já é preciso se considerar. Cada um tem suas prioridades e dependendo o perfil do usuário ainda valeria muito a pena. No meu caso eu já priorizaria outras coisas e tenho em vista o S8 e o Z2 Force, ficando com o último simplesmente por causa do posicionamento do sensor de digitais do primeiro (sim, larguei um baita aparelho por isso). Em relação ao S8, na minha opinião, perde na câmera e tela; em relação ao Z2, não perde em nada, mas em promoções este modelo poderia sair mais barato e tem o recurso da tela que muito me agrada.
Lembrando ainda que o modelo foi comprado na Gearbest sobre uma operação nacional (IOF de 0,38%, portanto) em parceria com o Ebanx e em 12x sem juros.

GARANTIA:

Esse é um ponto que gosto sempre de frisar.
É imperativo dizer que há, sim, garantia concedida pela loja e que [NÃO É OBRIGATORIAMENTE NECESSÁRIO ENVIAR O APARELHO DE VOLTA A CHINA PARA CONSEGUI-LA].
No caso da Gearbest, a garantia é de 1 ano.
E como funciona? Basicamente, há essas opções:
1) você envia o aparelho de volta para a loja (custo por sua conta, em torno de uns R$120 para Curitiba e Rio de Janeiro) e eles lhes reembolsam totalmente, reenviam outro aparelho ou consertam e reenviam;
2) a loja lhes reembolsam parcialmente, caso o problema do aparelho não comprometa totalmente seu uso;
3) vocês fazem cotações no Brasil e os enviam para a loja, aí caso aceito, eles pagam o conserto para vocês;
4) em poucos casos, em que não compensa nada, você fica com o aparelho estragado e eles lhe devolvem o dinheiro; e
5) a loja lhes envia as peças e dá um pequeno reembolso referente a mão de obra.

E é claro que, para isso, você precisa provar que o aparelho está com defeito, com fotos, vídeos, o que mais conseguir e talvez até um laudo/relatório técnico.
Com um pouco de conversa eles são bem flexíveis. Entretanto, com uma onda de problemas em virtude dos Correios aqui no Brasil, construir um relacionamento agora eu acho que não está tão fácil.

CONSIDERAÇÕES DA GARANTIA E ENTREGA:

1) existe o chamado DOA (Dead On Arrival) que é um período de 3 dias a partir da data de entrega, no qual você verifica se o aparelho chegou corretamente e sem defeitos de hardware, pois se for constado algum problema, será muito mais fácil conseguir a garantia.
2) existe seguro na maioria das lojas – e naquelas em que se paga separadamente, é muito recomendável que se “contrate” -, se você não receber o aparelho em uma determinada quantidade de dias, você recebe reembolso total ou reenvio.
3) não compre um smartphone sem rastreio. Há bastantes “sumiços” no fluxo postal. Para se ter noção, algumas lojas, tal qual a Banggood, nem oferecem essa opção. Há pessoas que vão receber os produtos após 3, 5, 7, 9 meses ou anos (!).
4) caso você precise enviar o aparelho de volta a China para garantia e possível recebimento de um novo ou do próprio consertado, poderá reincidir taxas. É possível conseguir um documento legal dizendo que é uma saída temporária, mas, sinceramente, não sei como funciona e acho que é difícil consegui-lo.
5) você pode desistir do aparelho ao chegar no país, entretanto, as lojas não costumam reembolsá-lo totalmente, podendo cobrar a taxa do transporte e/ou uma taxa de uns 15% do valor pela desistência. É importante ressaltar que essa prática não é recomendada e que isso pode nos tornar mal vistos lá fora, além de interromper o envio para o país, como já ocorreu com algumas lojas.

 

SUGESTÕES E CORREÇÕES:

Aceito sugestões para incrementar o texto e, caso vejam algum erro ortográfico ou gramatical, conto com sua colaboração para a correção.

DIREITOS AUTORAIS:

Esse conteúdo foi postado no site Promobit e no meu blog temporário de maneira completa. Será modificado para ser postado em outros lugares por mim mesmo.

Não é permitida a cópia total ou parcial sem os créditos de apenas os dois locais citados acima.

DÚVIDAS:

Encerro o tópico abrindo o espaço para dúvidas. Como supracitado, não sou nenhum expert, mas importo da China e de outros países há anos. Comecei a importar aparelhos para uso pessoal e estou prestando “consultoria” para uma loja importar legalmente para revenda e também ajudando pessoas a importar para uso próprio. Isso faz com que eu precise pesquisar bastante, não só o mercado, leis, alternativas, como também os aparelhos e faz com que eu teste eles.

Enfim, qualquer dúvida, estamos aí 😉